Isay Weinfeld completou 40 anos de carreira e comemora com uma exposição organizada por Carlos Junqueira na galeria Espasso, em Nova York.

A exposição Isay Weinfeld A / Z não é uma mostra de maquetes e fotos de obras do consagrado arquiteto paulista, como seria de se esperar. Weinfeld optou fazer uma profunda reflexão sobre seu papel como arquiteto e toda a filosofia que norteia seu trabalho.
Logo na entrada da galeria uma parede preta faz fundo para um berço de madeira e, no final, uma parede toda branca e iluminada para um caixão de defunto. É como se dissesse que o design nos acompanha por toda avida e, ao mesmo tempo, nos faz pensar como a vida é fugaz diante de tudo o que construímos.
Formado pelo Mackenzie, atuou 20 anos como professor, tem participações no cinema, fez cenários para Marina Lima, desenha móveis e objetos e é famoso por suas linhas retas, desenhos limpos e, sobretudo, pela elegância dos detalhes.
Ele odeia rótulos e diz que quando alguém fica marcado por um estilo facilmente reconhecível, sua carreira perdeu o sentido. 
Aos 61 anos coleciona mais de 100 prêmios, é assunto recorrente nas principais revistas especializadas do mundo e depois de Oscar Niemeyer é o arquiteto brasileiro de maior projeção internacional. Weinfeld credita grande parte de seu sucesso à internet.
Fã confesso de Lina Bo Bardi, do português Carrilho da Graça e dos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, ele já fez projetos
impressionantes como o edifício 360 Graus, o Hotel Fasano Boa Vista e a Casa Cubo. Mas seu sonho ainda é projetar um bordel e um posto de gasolina.

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